@kymhaven @j.m
Abel or Jimin he/his. club 90 place of birth: geumjeong-gu, busan; occupation: actor, main dancer, and lead vocalist of the male group bts; sexuality: pansexual beauty hidden in silence

tendências paranoicas, insônia violenta e episódios dissociativos; não tolera qualquer tipo de toque inesperado; o silêncio lhe parece mais seguro do que a confiança; permanentemente observado por criaturas invisíveis a olho nu.
temas envolvendo loucura, horror religioso, rituais de sangue e deterioração psicológica.
menções a internação psiquiátrica, alucinações e violência sobrenatural.

herdeiro da linhagem D’averaux;
nascido em Lunareth sob rituais proibidos
recipiente de múltiplos instintos sobrenaturais
kymhaven recent media.
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abel's playlist
park jimin — vocalist & performer
debut: 13.06.2013
solo debut: 24.03.2023
FACE • MUSE
Like Crazy #1 Billboard Hot 100
contemporary dance • r&b • pop
animanga
busan, south korea
trainee →BTS → global soloist
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recordes em spotify & billboard
reconhecido por sua expressão artística e presença de palco.
Abel Caelum D’averaux nasceu em Lunareth, um reino oculto entre montanhas permanentemente envoltas por névoa espessa e protegido por feitiços antigos que impediam qualquer humano comum de localizar seus portões. A família D’averaux governava aquela região havia séculos e, além do poder territorial, mantinha influência direta sobre o mundo sobrenatural e suas ramificações fora dele. Bruxas, vampiros, híbridos, lobos, demônios e criaturas sem nome recorriam àquela linhagem para pactos, negociações e equilíbrio de forças. Eles não eram vistos apenas como nobres. Eram autoridade, medo e dependência em igual medida, dentro e fora de Lunareth.Durante a gravidez de sua mãe, sinais de deterioração começaram a surgir sem explicação aparente. O coração apresentava falhas intermitentes, os ossos perdiam densidade de forma acelerada e sombras se manifestavam pelos corredores do castelo sempre que ela adormecia. As bruxas da corte interpretaram tais eventos como consequência de um fenômeno incomum: a criança absorvia energia vital em excesso antes mesmo do nascimento. Abel possuía uma pureza sanguínea rara, mesmo dentro dos padrões já distorcidos da própria linhagem D’averaux. Esse fator, em vez de ser celebrado, tornou-se motivo de cautela, pois pureza absoluta em uma linhagem amaldiçoada raramente significava estabilidade.As madrinhas designadas para sua proteção pertenciam a um antigo coven ligado às Asas Caídas, responsável por rituais de herança, contenção e selamentos sobrenaturais. Ao nascer, perceberam imediatamente que havia algo incompleto em sua constituição, como se o corpo estivesse preparado para acomodar mais de uma natureza coexistindo simultaneamente. O problema era conhecido: recipientes com tal condição não permaneciam íntegros por muito tempo.Ainda assim, decidiram intervir.Abel, ainda recém-nascido, foi levado ao alto das montanhas do Vale da Névoa, em Lunareth. Durante três noites consecutivas, o coven realizou um ritual proibido com a intenção de estabilizar sua alma e fortalecer sua estrutura vital. Foram utilizados sangue ancestral, ossos carbonizados de criaturas antigas e fragmentos espirituais selados há séculos. A intenção era simples em teoria: torná-lo capaz de sobreviver ao que carregava dentro de si.No entanto, o ritual desviou-se de sua finalidade original por uma falha mínima e irreversível, despertando algo muito mais antigo e incompreensível.Abel já possuía uma base lupina enraizada em sua herança genética. O ritual, em vez de substituir ou corrigir essa natureza, abriu espaço para uma segunda força: instintos felinos introduzidos por uma entidade que aguardava um receptáculo suficientemente puro para se manifestar. As duas naturezas passaram a coexistir no mesmo corpo sem integração real. Lobos e felinos não compartilham estrutura comportamental compatível: um se organiza em alcateia, vínculo e hierarquia; o outro opera por territorialidade, silêncio e isolamento. Abel passou a conter ambos. O resultado não foi equilíbrio, mas instabilidade permanente. A sobrevivência tornou-se possível apenas sob condições imprevisíveis; a sanidade, incerta.Desde então, o herdeiro cresceu sob vigilância constante. Nunca era deixado sozinho e reagia com desconforto intenso a qualquer contato não autorizado. Seu odor natural era ocultado por feitiços gravados diretamente em sua pele, complementados por banhos com ervas raras, runas inseridas simbolicamente em sua estrutura óssea e colares encantados destinados a mascarar sua verdadeira natureza. A família compreendia a gravidade da situação: caso sua condição fosse revelada, ele deixaria de ser reconhecido como herdeiro e passaria a ser tratado como uma anomalia de interesse predatório.Apesar da natureza sobrenatural que se desenvolvia dentro dele, seu corpo humano demonstrava fragilidade constante. Abel apresentava episódios frequentes de adoecimento desde a infância. Febres intensas o deixavam inconsciente por dias, e sua fisiologia rejeitava medicamentos convencionais. As crises se intensificavam sob determinadas fases lunares, quando os instintos internos se tornavam instáveis demais para serem contidos por um organismo humano. As bruxas concluíram que a fusão entre naturezas havia eliminado qualquer possibilidade de equilíbrio psicológico natural. Uma criatura totalmente adaptada sobreviveria; um corpo humano submetido a essa condição, não.Por esse motivo, o sigilo tornou-se uma forma de preservação.Ainda assim, o sangue D’averaux já era considerado raro. Um herdeiro capaz de sustentar múltiplas naturezas simultâneas era interpretado por diferentes facções como algo situado entre o divino e o abominável. Bruxas desejavam estudá-lo, vampiros viam potencial de amplificação sanguínea, lobos o rejeitavam como deformidade, e demônios avaliavam sua utilidade como ferramenta. Entretanto, havia algo ainda mais antigo e perigoso oculto nos registros do coven do clã Asas Caídas. Criaturas como Abel não eram consideradas nascimentos comuns, mas manifestações recorrentes de um ciclo esquecido. Em segredo, as madrinhas concluíram que o ritual realizado em sua infância não apenas fundiu estruturas biológicas ancestrais, como também abriu passagem para uma entidade primária, conhecida em fragmentos de registros apenas como “A Primeira Fome”. Trata-se de uma força anterior às divisões entre espécies sobrenaturais, responsável por consumos primordiais de existência. Essa descoberta oferecia uma explicação para os episódios que começaram a ocorrer quando Abel atingiu a pré-adolescência.Sonhos violentos surgiram de forma recorrente. Ele observava cenários desconhecidos, guerras antigas, corpos suspensos em árvores negras e entidades ajoelhadas diante de uma presença com seus próprios olhos. Em alguns casos, despertava ferido sem qualquer memória do ocorrido. Em outros, era encontrado a quilômetros de Lunareth, coberto de sangue que não lhe pertencia. As bruxas compreenderam então que a entidade não estava apenas presente, mas em processo de despertar progressivo.Foi nesse período que Caelum foi internado pela primeira vez. A maldição associada à linhagem D’averaux transformava suas crises em eventos impossíveis de ignorar. Com o tempo, sua percepção começou a fragmentar-se, como se mais de uma consciência ocupasse simultaneamente o mesmo corpo. E, de fato, ocupava.Na clínica psiquiátrica, médicos interpretavam seu quadro como paranoia severa com episódios psicóticos de alta agressividade. Abel relatava ouvir passos durante a madrugada em corredores vazios e afirmava ser observado por presenças que surgiam em câmeras desligadas. Em crises agudas, removia dispositivos médicos de seu próprio corpo, convencido de que tentavam sedá-lo para conter algo interno que ele descrevia apenas como “a criatura”.A equipe médica rapidamente aprendeu que abordagens inesperadas eram inviáveis. Qualquer contato abrupto desencadeava respostas defensivas imediatas. Alguns funcionários sofreram ferimentos ao tentar contê-lo durante episódios febris. Em uma das ocorrências mais severas, ele destruiu parte do quarto ao afirmar que algo estava “dentro das paredes”, respondendo a vozes que apenas ele parecia perceber.Os sintomas se agravavam em períodos de lua cheia ou variações bruscas de temperatura. Abel podia permanecer horas imóvel, encarando portas fechadas como se aguardasse uma invasão iminente. Em determinados momentos, falava em idiomas parcialmente reconhecíveis apenas por registros antigos do coven. Em outros, permanecia dias inteiros em silêncio absoluto, com comportamento de observação contínua e exaustiva.Os relatórios clínicos descreviam dissociação severa, delírios persecutórios, surtos violentos, ansiedade extrema e perda recorrente de memória episódica. Contudo, para a família D’averaux, tais termos eram insuficientes. O fenômeno ultrapassava qualquer diagnóstico humano conhecido. Memórias antigas, instintos incompatíveis e fragmentos de uma entidade primordial pareciam se sobrepor em camadas instáveis de consciência. Abel também desenvolveu padrões obsessivos de comportamento: contava passos, portas e janelas de forma compulsiva, como se a precisão numérica garantisse segurança. Evitava espelhos e superfícies reflexivas, alegando ver “outra presença” observando de volta. Em episódios críticos, cobria todas as superfícies espelhadas do quarto.A primeira fuga da clínica ocorreu após uma crise de alta intensidade. Funcionários relataram falhas elétricas simultâneas em setores do prédio imediatamente antes de seu desaparecimento. Portas trancadas foram encontradas abertas sem sinais de arrombamento, e câmeras apresentaram danos térmicos incompatíveis com causas comuns. Dias depois, Abel foi localizado em uma floresta distante, febril, ferido e desorientado, sem qualquer memória do trajeto.Com o tempo, desenvolveu-se uma resignação silenciosa. Abel passou a aceitar as internações sem resistência ativa, tornando-se mais reservado, observador e inquietantemente lúcido em momentos específicos. Os médicos identificavam que os períodos mais preocupantes não eram os surtos, mas as fases de clareza absoluta, nas quais ele demonstrava percepção detalhada de sua própria condição.Em certas ocasiões, fazia perguntas precisas sobre limiares de consciência humana, como limites de dissociação mental ou duração de estabilidade psíquica sob conflito interno prolongado. Mesmo sob sedação, apresentava episódios de atividade onírica intensa, com sinais físicos de luta durante o sono. Em noites específicas, sensores cardíacos registravam padrões irregulares sem explicação clínica, enquanto funcionários relatavam sons graves e contínuos vindos do quarto, mesmo quando Abel permanecia aparentemente inconsciente.A clínica nunca conseguiu tratá-lo. Apenas contê-lo. E, mesmo isso, era temporário. Dentro dele, algo não estava doente. Estava apenas esperando o momento certo para se revelar.
Embora tenha nascido entre castelos envoltos por névoa, antigos covens, internações e criaturas que jamais pertenciam ao mundo humano, Abel aprendeu desde muito cedo a existir para além dos limites de Lunareth. Aos quatorze anos, quando as oscilações de sua condição se tornaram mais intensas e sua permanência contínua no reino passou a representar risco tanto para ele quanto para os demais, foi inserido de forma gradual no mundo humano sob supervisão indireta da família D’averaux. Nesse processo, adotou o nome Park Jimin, identidade cuidadosamente escolhida e legitimada por sua mãe ômega ainda no nascimento, preservando um elo silencioso com sua origem materna e, ao mesmo tempo, garantindo anonimato completo diante das forças que o cercavam.Sob essa nova identidade, passou a construir uma vida paralela entre os humanos, distante das estruturas sobrenaturais que definiram sua infância. O contato com o mundo comum não eliminou o que carregava dentro de si, mas criou um espaço intermediário onde ele poderia, ainda que de forma instável, respirar fora da vigilância constante de Lunareth. Foi nesse ambiente que a arte surgiu não como estratégia de ocultação, mas como necessidade. Além da educação formal convencional, Abel aprofundou-se desde cedo no estudo técnico de música e dança, tratado pela família como parte essencial de sua adaptação ao mundo humano e também como forma de controle comportamental de suas instabilidades internas. Teoria musical, treinamento vocal, percepção rítmica e práticas intensivas de dança tornaram-se parte de sua rotina diária, estruturando um tipo de disciplina que, por vezes, conseguia conter o caos interno que o acompanhava.Aos quinze anos, já inserido de forma parcial na sociedade humana sob a identidade de Park Jimin, passou a realizar testes para empresas de entretenimento, motivado tanto pela necessidade de ocupação quanto pela afinidade crescente com a linguagem artística. Seu desempenho técnico em dança e sua expressividade vocal chamaram atenção em audições competitivas, até que conseguiu aprovação em uma das empresas não muito influentes da indústria musical coreana, a Big Hit. A entrada na empresa marcou o início formal de sua trajetória dentro do sistema de treinamento artístico, onde passou a atuar como trainee, submetido a rotinas rigorosas de canto, performance e coreografia.Com o tempo, sua função consolidou-se como vocalista de apoio e dançarino profissional, integrando-se a apresentações e projetos de outros artistas dentro da empresa. Sua presença no palco era caracterizada por precisão técnica e controle corporal quase meticuloso, resultado direto da disciplina imposta desde a infância e da necessidade constante de manter estabilidade interna. Posteriormente, sua trajetória expandiu-se para além da música, e ele passou a se inserir também no campo da atuação, desenvolvendo carreira como ator, onde encontrou uma nova forma de expressão que exigia contenção emocional, leitura de comportamento e adaptação de identidade — aspectos que, de maneira involuntária, já faziam parte de sua própria existência fragmentada.Apesar da vida construída no mundo humano e da disciplina adquirida no ambiente artístico, Abel nunca deixou de carregar aquilo que realmente o definia fora dos palcos. A identidade de Park Jimin funcionava como uma estrutura cuidadosamente mantida em público, um conjunto de comportamentos aprendidos que lhe permitia existir entre pessoas sem levantar suspeitas ou atrair atenção indevida. Em frente às câmeras, nos ensaios e nas apresentações, ele conseguia se organizar em uma versão estável de si mesmo: controlado, preciso, comunicativo na medida certa e funcional dentro das expectativas impostas pela indústria. Essa versão, embora não falsa, era incompleta.Quando estava sozinho, no entanto, a fragilidade dessa construção se tornava evidente. A maldição do sangue lupino da linhagem D’averaux permanecia ativa, manifestando-se como instintos de desconfiança constante, leitura excessiva de ameaças e uma necessidade quase involuntária de controle sobre o ambiente ao redor. Não era apenas cautela; era um reflexo biológico de sobrevivência herdada pela maldição lançada em seu tataravô — maldição essa que não deixaria os descendentes em paz e, que o mantinha em estado de alerta mesmo em situações seguras. Ao mesmo tempo, a presença da entidade felina, introduzida pelo ritual corrompido em sua infância, se manifestava como algo igualmente dominante, porém oposto em natureza: territorialidade silenciosa, impulsos de isolamento, observação predatória e uma sensação contínua de que nunca pertencia completamente a lugar algum. Essas duas forças não coexistiam em harmonia. Elas disputavam espaço dentro dele, reagindo de forma imprevisível conforme seu estado emocional e físico.Somado a isso, havia ainda a influência da entidade primordial, “A Primeira Fome”, cuja presença não se manifestava de forma constante, mas em fragmentos de percepção, lapsos de memória e sonhos que nunca cessavam por completo. Em determinados períodos, Abel acordava com a sensação de ter sido observado durante toda a noite por algo que não dormia, não pensava e não compreendia limites humanos de existência. Essa presença não o possuía de forma direta, mas corroía suas fronteiras mentais, tornando difícil distinguir o que era instinto, o que era memória e o que era invasão.Com o tempo, sua personalidade passou a ser moldada não por escolha, mas por adaptação. Ele aprendeu a se conter, a observar antes de reagir e a calcular cada gesto como forma de evitar rupturas internas ou externas. Sua frieza aparente em ambientes sociais não era ausência de emoção, mas contenção extrema. O controle emocional que demonstrava em público era resultado de anos de treinamento artístico e sobrevivência psicológica, onde qualquer desvio poderia significar colapso.Ainda assim, dentro dele, nada permanecia em silêncio. A essência lupina insistia em desconfiar de tudo e todos, sempre antecipando traições e ameaças invisíveis. A natureza felina o tornava introspectivo, seletivo e distante, como se o mundo externo fosse apenas algo a ser observado de longe, nunca plenamente acessado. E as vozes antigas, fragmentadas pela influência da entidade primordial, surgiam como ecos que questionavam sua própria existência, sua forma e seu propósito.Mesmo no auge de sua carreira, cercado por luzes, público e reconhecimento, Abel continuava dividido entre essas camadas. O palco não era fuga, mas um espaço temporário de organização. Fora dele, permanecia a instabilidade: um corpo humano sustentando múltiplas naturezas incompatíveis, uma mente tentando manter coerência diante de forças que não reconheciam limites humanos, e uma existência constantemente equilibrada entre controle e ruptura.No fim, Abel não foi definido pelo que se tornou aos olhos do mundo, mas pelo que precisou conter para continuar existindo dentro dele.





